Gilberto Silva

ARAGUAÍNA, 20 DE JUNHO DE 2018

Araguaína - PM envolvido em acidente que matou casal se apresenta à Polícia Civil

Gilberto Silva - Fonte: G1/TO || 06 de Janeiro de 2017 às 08h40


O policial militar Sayno Oliveria Silva, de 42 anos, recebeu alta do Hospital Regional de Araguaína. O sargento é suspeito de dirigir embriagado e se envolver em um acidente que resultou na morte de um casal na BR-153. Ele se apresentou à Polícia Civil para prestar depoimento, foi liberado e vai responder em liberdade. 

Silva dirigia o carro que bateu na motocicleta onde estava o casal Lucas Alberto Rocha, de 25 anos, e Brenda Lima, de 23 anos, no perímetro urbano da BR-153, em Araguaína. Os dois morreram no hospital. Depois do acidente, segundo testemunhas, o policial sacou a arma e atirou diversas vezes para o alto no intuito de afastar curiosos.

O advogado do policial disse que não vai dar declarações sobre o assunto. Em nota, a Polícia Militar afirmou que "as informações prestadas pelas testemunhas serão averiguadas pela instituição em procedimento específico."

Segundo a Polícia Civil, a ausência de alguns procedimentos que deveriam ter sido feitos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após o acidente dificultou as investigações inciais.

"Ninguém pode informar com convicção se foi culposo, se doloso. Nós temos os dois caminhos a perseguir. Só ao final das investigações teremos condições de apontar as causas do acidente e a culpabilidade ou não do condutor do veículo", disse o delegado Rerisson Macedo, responsável pelas investigações.

Entenda
O militar estava em um carro com outra pessoa, o passageiro Felix Pereira de Melo, 50 anos, no mesmo sentido em que uma motocicleta com dois passageiros. Conforme as testemunhas, na entrada do bairro Nova Araguaína, o carro colidiu com a motocicleta, que foi arrastada por vários metros. Depois disto, o carro do PM capotou.

Após o acidente, o policial teria disparado várias vezes para o alto. Além disso, as testemunhas, que pediram para não ter os nomes revelados, afirmaram que o homem apresentava sinais de embriaguez.

A PRF informou que no dia do acidente os policiais foram até o hospital para fazer o teste do bafômetro, mas o PM estava fazendo exames e por isso não foi possível realizar o teste. Disse também que no dia a perícia foi acionada, mas o perito de plantão estava atendendo uma ocorrência em outra cidade. A perícia só foi feita no dia seguinte ao acidente.

Sobre a liberação do veículo, a polícia informou que sempre que há um responsável conhecido do policial no local, o veículo é liberado. Sobre a motocicleta ter sido levada para o pátio da PRF, a polícia disse que não havia nenhum responsável pelo veículo no local. Informou ainda que os policiais não flagraram nenhum crime naquele momento, sendo impossível realizar qualquer procedimento de natureza criminal.

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